terça-feira, 4 de dezembro de 2012

«2013 - O ANO DOS FÃS.» ARTIGO BRANDS LIKE BANDS PARA A MARKETEER


Qual é o lugar mais comum onde as pessoas fazem as suas tatuagens? Podiamos dizer que seria nos braços, ombros ou costas mas as tatuagens são feitas nas mentes das pessoas quando estas criam numa primeira fase as suas tatuagens a nível mental, com associações poderosas a experiências que obtiveram e a algo com que se identifiquem profundamente… Branding no seu melhor, que conhece o seu estágio máximo quando alguém faz uma tatuagem, que será sempre representativa dos seus valores pessoais.

Mergulhámos no mundo das tatuagens quando na Brands Like Bands verificámos em 2008 que as pessoas tanto tatuavam uma marca como uma banda. Isto pode parecer estranho ou até mesmo bizarro mas não. E podemos confirmar isso mesmo quatro anos depois com a mais recente campanha da Superbrands.

As tatuagens representam um cruzamento de experiências, sentimentos e memórias. E as marcas como as bandas (Brands Like Bands) definem as condições para que essas mesmas experiências, sentimentos e memórias ocorram muito para além de vender simplesmente um produto ou serviço, onde essas experiências deixam uma memória que pode ser difícil de medir mas que é permanente como uma tatuagem.
Para quem tatua aquela marca ou aquela banda ela é única, extactamente porque essa banda ou marca o trata como único e não como uma massa anónima de gente, que comunica não apenas os desejos e necessidades do seu público mas também as suas esperanças e receios, sucessos e insucessos, desenvolvendo uma compreensão mais profunda sobre a sua base de clientes, ouvindo o que estes últimos contam sobre si mesmos.

Para quem tatua aquela marca ou aquela banda (ou ambas) significa que tem igualmente um vínculo com outras pessoas que partilham interesses e valores comuns. A tatuagem também é isso, é passar uma mensagem de que se pertence a uma comunidade única e de siginificado impactante e aspiracional. Só "passa a mensagem" quem pode e não quem quer. Cada vez mais cepticos quase em relação a tudo as pessoas necessitam de acreditar em algo. Eles precisam de sentir que pertencem um grupo onde as marcas não os tratam como meros consumidores mas como fãs. Já que são estes que no actual cenário comunicacional e de cepticismo permanente defendem as suas marcas, promovem-nas de uma forma autêntica e por consequência fiável, soando sempre a novo já que outros fãs se revêem nessa promoção e defesa da marca. Eles, os fãs, são igualmente um garante nestes tempos de instabilidade económica já que personificam um suporte de comunicação altamente positivo e de potencial influenciador.
Para quem tatua aquela marca ou aquela banda (ou ambas) recorda que no inicio quando abriu os cordões à bolsa, que nada acabou por aí, muito pelo contrário, esse gesto foi o começo de uma relação bidirecional e de investimento mutuo. As marcas que entenderem isto não vão continuar a gastar tempo, dinheiro e recursos a tentar meter o Rossio na Rua da Bestesga de modo a converterem aqueles que não querem ser convertidos mas sim a fidelizar aqueles que estão sempre junto das suas marcas, promovendo-as, defendendo-as, consumindo-as e até tatuando-as. Sim… tatuando-as, aparecam no Tattoo&Rock Festival nos dias 2,3, e 4 de Novembro na Lx Factory e comprovem porque é que 2013 será o ano dos Fãs.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

domingo, 28 de outubro de 2012

RESUMO DA IVª CONFERÊNCIA BRANDS LIKE BANDS (C/ AUDIO)

A conferência Brands like Bands abordou a difusão de marcas através de músicas, o estado da cultura portuguesa e a redução de investimentos na indústria musical.
"Uma banda associada a uma marca atribui um vínculo emocional que permite captar uma maior atenção do consumidor". Quem o diz é Fernando Gaspar Barros, moderador do debate que contou com a participação de algumas personalidades portuenses. No entanto, para Manuela Azevedo dos Clã, a música e a publicidade não nasceram juntas. Para a artista, a música sobreviveu a várias "idades do geloidades do gelo".
 
As bandas têm vantagens em estar associadas a marcas, mas segundo Vasco Espinheira, deve existir uma coerência entre as duas entidades. A relação que as une vai mais além da questão monetária. De acordo com o membro dos Blind Zero trata-se mais de uma questão de comunicaçãocomunicação. "Tem de haver uma relação de verdade e simplicidade entre a banda e a marca", disse.
 
Hélder Gonçalves, dos Clã, lembra que os músicos não se devem deixar levar pela visibilidade que os anúncios publicitários lhes oferecem. O sucesso depende, segundo o artista, da identidade musicalidentidade musical e pessoal que caracteriza a banda.
 
Na conferência, que decorreu durante a tarde de ontem na Biblioteca Almeida Garret, houve também espaço para debater o estado da cultura portuguesa. Os oradores chamaram a atenção para o facto do advento da internet lhes ter trazido mais visibilidade mas menos lucro. Os downloads e as visualizações dos videoclips substituiram a tradicional compra de cds - a maior fonte de rendimento dos artistas.
 
Ainda que não haja solução à vista para este problema, Daniel Deusdado da Farol de Ideias, propõe a criação de micropagamentosmicropagamentos, onde os consumidores tenham liberdade para pagar o que entendem por determinada música. "Só assim as pessoas darão valor à cultura", diz.
Mesmo assim, os artistas presentes na conferência asseguram que a cultura nunca vai acabar. Para eles, o importante é fazer aquilo que gostam seja num estádio a "abarrotar de gente" seja nos corredores do metro. Créditos: JPN (Jornalismo Porto Net)

terça-feira, 23 de outubro de 2012

ENTREVISTA BRIEFING À BRANDS LIKE BANDS. O SEXO, DROGAS E ROCK 'N' ROLL VEIO À CONVERSA!

A música é um suporte de comunicação altamente positivo e com potencial influenciador interessante para as marcas. Afinal, toda a gente gosta de música, mas nem toda a gente gosta de publicidade… A opinião é de Fernando Gaspar Barros, organizador da conferência Brands Like Bands, cuja quarta edição decorre hoje no Porto.

Em entrevista ao Briefing, Fernando Gaspar Barros analisa a relação entre as bandas e as marcas numa ótica de marketing e comunicação:


Briefing | Um músico ou um grupo musical são uma marca? Em que medida é que possuem os atributos de outra marca qualquer?
Fernando Gaspar Barros | Um músico ou uma banda desenvolvem relações com o seu público através da música. As marcas existem para que as organizações possam fazer o mesmo: desenvolver relações. Os atributos que maximizam apelo de uma marca são os mesmos de uma banda - autenticidade, honestidade, integridade, (isto é, coerência entre palavras e ações), carisma, criatividade, assertividade, acessibilidade, paixão, confiança e originalidade. Cada banda e cada marca possuem uma combinação diferente destes atributos que agradará a pessoas diferentes, em momentos diferentes.

Briefing |E tal como as outras marcas é o marketing que os diferencia ou basta a qualidade do “produto”?
FGB | Em qualquer dos casos, marcas ou bandas, o marketing não deve terminar quando o consumidor puxa os cordões à bolsa. Esse gesto deve ser sempre o começo de uma relação bidirecional e de investimento mútuo, de modo a que as bandas e as marcas perdurem no tempo, não obstante as mais diversas revoluções tecnológicas, convulsões financeiras e exigência de resultados a curto prazo. O percurso de marcas e bandas como os Rolling Stones ou a Apple, entre outras, dá-nos sobre isso 12 lições:
1. Criar uma relação emocional com os seus clientes e alimentando-a ao longo do tempo;
2. Construir fidelização à marca;
3. Manter-se fresco no mercado mas fiel ao som e força do seu núcleo de apoio;
4. Evoluir a um ritmo que não aliene a sua base de fãs;
5. Centrar-se em toda a experiência e não apenas ao nível do produto;
6. Desenvolver talento continuamente;
7. Criar expectativas realísticas;
8. Relacionar a sua mensagem com a sua missão e com o seu público;
9. Transmitir energia e paixão – envolvendo o público;
10. Definir a marca por mais do que só um produto; incluir os atributos funcionais e emocionais da marca;
11. Resistir a tentação de sobre-exposição;
12. Capacitar os fãs para ajudar a sua marca a tornar-se e manter-se bem sucedida no mercado.
Briefing | E as outras marcas, gostam destas? Como se promove o encontro entre ambas?
FGB |Todos nós, para além dos aspetos racionais, possuímos uma forte influência emocional nas nossas escolhas. As experiências emocionais e envolventes em concertos ou festivais ocorrem como resposta à participação nesses eventos, que resultam do encontro e da vivência dos fãs e de sinergias mantidas com as bandas e com as marcas nesses espaços. E que durante esse período vão ficando registadas de forma positiva na mente e no coração, sendo comentadas durante semanas e recordadas durante anos. Este processo induz a posteriori convicções em termos racionais, onde as aquisições financeiras incorporam os valores partilhados entre marcas e bandas, comportando uma forte carga emocional sendo os preços concernentes com o valor percecionado da experiência obtida, experiências essas onde as marcas querem estar presentes com uma posição relevante e impactante sem serem intrusivas.

Briefing | Qual o potencial das “bands” para as “brands”? E vice-versa?
FGB | O "Sex & Drugs & Rock & Roll" de Ian Dury é uma música que tenta ao longo dos anos definir a música e mais concretamente o Rock & Roll. Se por um lado esta atitude, em alguns casos, se mantém, por outro é cada vez mais visível que a música é um negócio, gerido pelos próprios músicos, onde existem parcerias a considerar, propriedade intelectual para proteger e um trabalho de gestão de marca de modo a manter o culto em torno das bandas, protagonizado pelos fãs, que são agentes promotores de um conjunto de valores e de partilha de experiências, sendo igualmente um suporte de comunicação altamente positivo e de potencial influenciador interessante para as marcas.

Briefing | Diria que a música é uma boa ferramenta de marketing? Está a ser devidamente explorada?
FGB | Toda a gente gosta de música, mas nem todos gostam de publicidade. Confrontados com clientes cada vez mais impacientes e inconstantes, algumas marcas foram-se voltando para a música de modo a envolver o público de uma forma mais eficaz e impactante. As estratégias passam por apostar em músicas inicialmente desconhecidas do grande público, que com essas mesmas campanhas dão posteriormente o salto do quase anonimato para uma cultura mainstream. Isto para que o público já neste último estágio associe de forma clara a música à marca.
Todavia, não obstante estas associações que as marcas fazem à música isso não significa que estas tenham uma identidade sonora própria, uma marca d’água distintiva e complementar a uma identidade visual, como acontece por exemplo com a Coca–Cola, McDonald’s ou em Portugal como faz o BES e o Pingo Doce. A esta marca d’agua chamamos Sonic Branding, onde se trabalha a identidade sonora da marca de modo a que esta seja um fenómeno promotor de fluxos de comunicação.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

IVª. CONFERÊNCIA BRANDS LIKE BANDS – OBRIGADO, PORTO!


Daniel Deusdado (Farol de Ideias), Vasco Espinheira(Blind Zero), ToZé Santos (Per7ume) Fernando Gaspar Barros (Brands Like Bands), Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves (Clã)
Muito obrigado para aqueles que contribuiram para uma das melhores conferências Brands Like Bands, de sempre! O nosso sincero agradecimento ao painel, que esteve na nossa mesa-redonda, ao público, a todos os nossos parceiros, onde incluímos também a Profitecla, que tornaram um dos nossos desejos realidade, em irmos ao Porto com a Conferência Brands Like Bands, que foi, como prevíamos, uma aposta ganha. Estamos a trabalhar para 2013.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

INSCRIÇÕES PARA A IVª CONFERÊNCIA BRANDS LIKE BANDS (MUITO IMPORTANTE)


Todas as inscrições feitas a partir desta hora só poderão ser efectuadas no próprio espaço (Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett) no balcão de « Inscrições de última hora». A entrada para o evento é feita através dos jardins do Palácio de Cristal. Estamos à vossa espera. São todos bem-vindos. Até já.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

«JÁ OUVISTE ISTO?» ARTIGO DA BRANDS LIKE BANDS PARA A MEIOS & PUBLICIDADE SOBRE O TEMA CENTRAL DA IVª CONFERÊNCIA BRANDS LIKE BANDS


Um dos muitos prazeres que temos desde sempre com a música é a oportunidade de a podermos partilhar, o que acontece desde os tempos do vinyl quando as pessoas se juntavam em casa de alguém para ouvir as últimas novidades e que a Portugal chegavam sempre com largos meses de atraso. Mas mesmo sem ser necessário recuar tantos anos, quantos de nós é que nunca ouviram ou disseram: «Já ouviste isto? Tens que ouvir…» E passávamos posteriormente à apresentação e à partilha. Conheci muitas bandas através de pen friends onde partilhavamos cassetes. E foi assim que conheci bandas como os Green Day e outras bandas igualmente provenientes do circuito punk californiano, que se tornaram, com o passar dos anos, multi-platinadas, vencedoras de Grammys e prémios da MTV. A excitação era enorme e a recomendação era natural.

A música é e será sempre algo valorizado e preservado pelas pessoas que a ouvem. Não sendo de modo algum diferente quando uma marca quando dá ao consumidor a oportunidade de experimentar um produto ou serviço. A música deu-nos sempre esta pista onde qualquer produto para além de ter o seu valor acrescentado deve ser igualmente recomendável.

Nesta era digital torna-se cada vez mais decisivo as marcas assumirem este comportamento de viverem a vida do seu público, em olhar para fora das suas quatro paredes, em estar na rua, garantindo que pertencem ao tempo em que vivem, percebendo o que se passa à sua volta, procurando inspiração no mundo real, tal como acontece com qualquer banda de sucesso. É na rua que se sentem as tendências e as mudanças. Mas é importante após essa auscultação assumir a direcção. As marcas tal como as bandas só têm seguidores se estiverem um passo à frente, entusiasmando por isso o seu público externo e interno. Criando fãs, pessoas que partilham a mesma paixão, desfrutando experiências que os fazem sentir parte de algo incrível. É é esta envolvência que, no caso das bandas, faz com que a compra não seja um fardo, porque incorporam os valores da banda, comportando uma forte carga emocional. Sendo também o preço concernente com o valor percepcionado da experiência obtida.
É esta ligação entre bandas e fãs que faz com que as marcas se aliem cada vez mais à música, sem os controlar ou inundá-los com programas ou mensagens de marketing indesejados. É nessa altura que as marcas podem entrar no quarto e/ou na sala do seu público, ouvindo música juntos, permitindo-lhes espalhar a mensagem da marca de forma autêntica, significativa, relevante, em toda parte e nos termos definidos pelos próprios consumidores. «Já ouviste isto? Tens que ouvir…» Artigo Meios & Publicidade, Fernando Gaspar Barros - Brands Like Bands/Empresas Rock